Tirando selfie

 

Agora dei para ficar de frente ao espelho sondando-me. Quem é essa persona que está diante de mim? 

Cabelos prata, pálpebras rebaixadas, numa tentativa sem vitórias de reduzir o brilho no olhar. O sorriso está ali, forte, e posso distinguir bem a minha marca. 

Estou em outra viagem interior. Quem é essa pessoa que acorda com dores no corpo, dedos reclamando "óleo", andar vagaroso, como se estivesse aquecendo motores para um caminhar lépido?

Quem é esta mulher que tenta continuar firme e bela? 

Sim! a beleza é eterna. Apenas se transforma, assim como as nossas escolhas para uma vida melhor.

Ah... como continuo interessada nesse conhecimento. É preciso reatar a minha relação com esse EU teimoso, muitas vezes draquiana, impetuosa... 

Depois de remexer nas lembranças que comporto - é bom saber que não parei e vou viver delas - falo das minhas experiências que resultaram na mulher que sou. 

Não, não me defina. Você não me conhece. Eu mesma estou nesse caminho. Ora devagar, ora bem apressado porque assim é minha natureza. 

 

Paixão

Sim, eu vivi o vulcão que transforma os sentimentos, a vibração do corpo! Sou grata pela vivência.

 Ainda me sinto estremecer só com a lembrança do que foi... acredito que as experiências não ficam no passado. Sou um conjunto delas. 

E as pessoas que protagonizaram esse enredo estão ainda comigo. Eu as trago para dentro de mim – ou será que as expulso?

 A paixão é vital. 

E para continuar apaixonada se faz necessário reunir todos os personagens da minha história de vida. Rebuscando em mim as variadas emoções e degraus sinto-me plena!

Gratidão


 A gratidão acalma.

Nos faz menos cobradores

E credores também.

É preciso alimentar-se da amizade 

Com paciência e fé resiliente.

Ser grato é uma atitude revolucionária.

É um desfazer-se do labirinto

Que a mente cria e nos prende.

Esse presídio nos tira o desejo da gratidão.

Ser grato é, antes de tudo, encontrar o caminho

Que nos leva à luz!

As lembranças

Sempre procurei fazer algo bom.

Isso, porque tenho que conviver com as minhas lembranças. 

No palco da vida quando você sai de cena - procuro compreender o momento das deixas que me passam- até o cartaz que anuncia a sua atuação é descartado!

Com este lema, os vários personagens que interpretei se dispersaram.

Para subir ao palco e
mostrar o que aprendeu, há sempre os degraus.

Se a vida me exige usar saltos altos, o tropeço faz parte da minha caminhada.

Aplausos ou vaias... eu não os escolho.

Cabe a quem me assiste a opção.

Preciso fazer o que é do meu agrado para continuar colocando no papel a persona em construção.




Querendo que dê certo!


Eu ainda não havia me debruçado neste espaço para falar sobre a angústia do momento de hoje. Também nunca havia imaginado viver uma pandemia. 

E me pergunto: o que estou fazendo para sobreviver? 

O que estou passando adiante sobre o mal que nos persegue sem descanso. Sim, porque o vírus nos alcança sem piedade.  

Usar máscaras, higienizar mãos com água e sabão e álcool. Quantas necessidades que deveriam ser contínuas hoje urgem pela vida!

Nas mídias, a clemência pelo trato da higiene nem sempre é uma sugestão seguida. Aí lembro uma frase que me consola. "A gente vê o mundo com a bagagem adquirida durante os longos caminhos percorridos. E nesta bagagem há mais dores do que prazeres.

O Coronavírus é uma manchete que não desce nas prioridades da primeira página. É um tema quase que esclusivo. Unir vontades é uma outra alternativa. Vamos sobreviver? 

Nunca foi tão necessário olhar para o outro - nem que seja com olhar vesgo. O importante é olhar. Vibrar pelas boas energias que estão quase que esquecidas. 

E neste aspecto eu me encontro: estou em meio à uma pandemia e buscando saídas com o olhar no outro, sentindo-me em seu lugar - seja entubado, seja sem fé - Vamos fazer dar certo! 

A propósito, esta frase que me chamava atenção mais pelo erro de concordância "vai dá certo", uma vez corrigida, agora é um apelo que se amplia.

 

O que esperar...


 Pensava sobre o que esperava e espero de mim. 

A fortaleza está em mim.

A vontade idem

A coragem de alimentar a fé

A visão de um problema para que não se agigante

Não vê no outro as possibilidades clamadas

Enxergar com a bagagem que tenho do mundo

Dar ouvidos às intuições.

Sussurar ao vento as questões e aguardar com a

serenidade necessária as respostas.

Que podem vir do outro, mas a decisão será minha.

Incomodada







 A mulher já nasce incomodada. 

Se não vejamos: desde a limpeza - a mente feminina é organizada  e  não é síndrome de Amélia- é a vontade suprema de manter o ambiente acolhedor. Quem é mulher sabe.

Incomada é alusão áqueles dias em que a fertilidade grita por criação. 

A mulher incomada. Ah! sim! é uma das nossas muitas qualidades.

Obsessiva? claro que somos!

Mas, para esta indicação ganhamos uma palavra feminina: resiliência. 

Por muito tempo - e até hoje, meu Deus! - somos as de sexo frágil. 

Já vi que a língua portugesa é aviltada quando nós somos o assunto.

E a gente vive na boca do povo.

Dizem - eu até falo também - que a nossa língua é machista. 

Mas, reparando bem, o feminino é gerador natural. 

A chuva promete vida infinda;

A água é fundamental na vida;

A agitação é o que nos move a todos,

E na ausência de taxar o bom e velho porguês, somos acalanto, afago...


IA conversa comigo

  Eu sou um computador. Não tenho sentimentos, mas posso conversar com você.  E conversou só naquele momento, porque não dei continuidade.  ...