Quem esqueceu o quê?

 

Não é sempre, mas existem manhãs em que eu fico lendo coisas que me fazem muito bem. Podem ser piadas, podem ser textos filosóficos.Uma chamada de atenção para o meu viver não muito pacífico.

E entre um gole de café e outro, uma mordidinha na minha tapioca preferida, olho para o fogão que está bem à minha frente e vejo que o fogo que cozinhava os ovos está desligado. Paro e me pergunto, eu desliguei quando?

Será que eu já estou no nível senil e não lembro das tarefas recentes?

Mas na mesma hora eu me compenso respondendo que pela manhã fico tão no automatismo, que não percebo o que faço.

É um pilotinho automático que toma conta da vida. Que me faz colocar um brinco para depois no caminho, ficar segurando para ver se coloquei o par igual.

Ficar buscando a lembrança, que brinco peguei, já que a gaveta tem tantos?

Entre a perda de memória da senilidade, (não sei se senilidade seria a colocação certa) prefiro pensar que é o automatismo.

Afinal, a repetição faz parte da minha rotina.

Ainda bem que eu me compenso em abrir as janelas e portas. 

Olhar para esse céu infinito...

Dar uma fungada no tempo e sentir esse ar ainda não tão poluído que as manhãs nos oferecem.

Porque à noite, quando a maioria dorme e deixam as ruas, a terra respira e nos dá de volta esse ar de alento.

Que maravilha!

E diante dessa imensidão, o que é que importa, em qual momento eu desliguei o fogo?

Nenhum comentário:

Quem esqueceu o quê?

  Não é sempre, mas existem manhãs em que eu fico lendo coisas que me fazem muito bem. Podem ser piadas, podem ser textos filosóficos.Uma ch...