Em busca do tom


Acabo de ganhar um presente que há muito esperava: um livro contando e apresentando a história e músicas de Luiz Gonzaga, de autoria do coronel reformado José Marcelo Leal Barbosa, que diz ser leal até no nome.




Vale a pena conferir a obra porque o argumento do rei do baião é forte. Cresci ouvindo o sanfoneiro bom e com ele aprendi os primeiros passos. Mas, quando criança o que se chama vulgarmente de forró, só era exibido e executado nas festas temáticas do mês de junho. Fora essa data, era breguice. Tão diferente de hoje que ser brega é ser in.


Um dia, comentando com amigos o valor de Luiz Gonzaga, alguns deles desinformados, disseram que não viam o artista como eu. Foi nesse momento que cantei Samarica Parteira contando as dores das mulheres do sertão que não tem acesso aos serviços médicos. Depois da explanação, todos foram unânimes em afirmar que o rei do baião nunca irá perder a coroa.

A melhor experiência


No ar, a FM Assembléia! Uma experiência de prazer que ninguém vai me tirar. Realmente, amo o que faço. A população ganha mais uma opção para se informar. O nosso maior desejo é que a mídia institucional, que vai transmitir os trabalhos do Parlamento Estadual, receba a audiência que merece!


Plagiando o amigo Eduardo, que há pouco tempo descreveu uma experiência desagradável, venho aqui mostrar a minha melhor experiência. Permita-me o entusiasmo.


FM Assembléia 96,7 com você no centro das discussões.


O que está por trás da piada?


Não sei não, mas o cismar fica latejando quando assisto alguns programas, que levam o nome humorístico. Personagens caricatos são o argumento de todos eles. São razões para piada - e nem sempre para risos - o peso acima do que o esqueleto agüenta, a sexualidade e a miséria. Por que rimos de alguns?

Eu sei que ri do problema é uma boa alternativa para aliviar a dor do momento, mas quando se trata de assuntos que o tempo da dor não tem limites, não sei não... Estava vendo ontem, por falta quase falta de opção, o programa Zorra Total da TV Globo, quando vi uma das personagens que se farta de comer doces, numa demonstração mais de abuso do que pelo prazer. E ao passar uma receita "nutritriva" a base de guloseimas para a personagem interpretada pela cantora Kelly Key, recebeu xingamentos merecedores de processo na Justiça!

Já tive quilos a mais e confesso que nada mais me irritava do que ficar ouvindo pessoas substituindo o amistoso olá por nossa como você engordou!

Na TV, com rarísssimas exceções, o ator é medido e indicado não pelo talento, mas pelo corpo. Aliás, não é só na TV o que está enriquecendo e colocando em risco a vida de muitos, com a demanda sem controle de plásticas.

No Canal E! Entertainment, uma outra matéria incentivando a plástica dos seios, notórias exibem com satisfação o falso seio, com a maior naturalidade. No mundo real, a flacidez provocada pelo ato de alimentar o filho deveria ser normal. Mas, pelo que se vê, a ilusão está falando mais forte com o argumento de melhorar a auto-estima.

Gastura


Aqui, no Ceará quando algo incomoda dizemos que estamos com gastura. Esse termo também serve para desconforto estomacal. Mas, a gastura da qual me refiro diz respeito ao farnesin no juízo, que quer dizer desconforto mental, que também pode ser chamado de impaciência no ouvir, no lidar com algumas conversas ou conversadores.

Papo ruim de ouvir que as bandas de forró é tudo de bom. Que povo tem mau gosto; que miséria dá audiência; que boa música é para intelectual. Outra: que jornalismo dispensa os anos de estudo numa faculdade específica. Ora, me poupem!

Usar óculos é outra gastura...

Pois é, há dias que a gastura me enlouquece. Aqueles temas amplamente batidos, discutidos, exauridos... que vontade de dizer tudo que me dá gastura, mas temo que você também vá ficar engasturado. Por isso, limito-me a discorrer sobre o nosso idiomatismo cearense, que nos provoca risos e, ao mesmo tempo é tão gostoso fazer parte.

O que dizer depois





Depois de ler a demonstração de inquietação, sinalizando um até que enfim estou saindo desta, fiquei cismando o que poderia escrever naquela pedrinha que vai indicar a quem pertence o túmulo, quando do meu retorno à pátria espiritual e o meu belo e maravilhoso corpo se tornar um dejeto.

Não, não se trata de um pensamento lúgubre, é uma questão de pauta, coisa de quem trabalha na mídia, que deve ter em mão mais de um mote para garantir os noticiosos.

A princípio, defendo a tese de que apenas Fabreu ao lado da data de quando retornei à Terra e de quando voltei ao lar verdadeiro, serviria. Mas, considerando na minha forma de ser, o self em questão fica querendo brincar. Eu sei que é melhor não encomendar nada por enquanto, é melhor deixar o trabalho para os que ficam, mas quando penso no recado do irmão maior, deixai os mortos enterrar os seus mortos, bem que poderia dar uma mãozinha para a família.

Sendo assim, quero uma foto sorrindo - será meio brega? cemitério tem moda? - gravações de gargalhadas não cairiam bem - sinistro, diriam. Mas, pode ser uma das minhas frases meio safadas, aqueles trocadilhos famosos.

Quer saber, fiquem `a vontade para escrever o que quiserem. De lá, prometo me comportar, e sair baixando os arquivos que a memória me permitir, em busca de algum bom médium para repassar os pensamentos outros que não morrerão.

imagem http://www.uol.com.br/

Dia das bruxas


Confesso que não entendi, enquanto via a minha filha improvisando uma fantasia para o meu neto - um legítimo fantasma com direito a corrente - participar de uma festa dedicada às bruxas, o Halloween. Desde quando festejamos as bruxas no Brasil? Lá nos Estados Unidos tem razão de ser, mas e aqui?


Por que cultuar algo que não é nosso? Ok, ok, tudo bem, é livre, mas e a cabeça do menino como fica? Não cortei o barato do garoto que se divertia com tudo sem se preocupar com as conseqüências, emprestei até as correntes para assombrar melhor os colegas.


Mas, enquanto Victor se diverte a cultura brasileira está em que espaço?
Assinado Curupira, Saci Pererê, Caipora e euzinha que tenho lá os meus instintos ainda preservados voltados para uma boa pajelança.

Marcando bobeira


Sinceramente não tenho a compreensão das angústias, fúrias e alegrias múltiplas do torcedor de futebol. Mas, torço que tudo siga em frente, sempre para frente, mesmo que seja a bola obedecendo a destreza do jogador.


O Brasil é de futebol e tem gente criticando a decisão do nosso solo ser sede da próxima copa? Não entendi. É claro que há razões, posições científicas a respeito do assunto, mas se a Copa não vier, os problemas nossos vão continuar, não irão?


Não sou torcedora assídua de futebol, nem discuto sobre o tema, mas, convenhamos não deveria ser uma alegria geral os jogos acontecerem aqui?


Pássaros

Sempre gostei de ouvir pássaros.                                                           Créditos: depositphotos.com / steve_byland Cantos...