Ninguém dá bola para diversão?
Mentir
Já me pegaram duas vezes neste dia da mentira. Tudo bem, a gente ri depois da pegadinha, afinal são colegas curtindo uma alternativa de humor.
Agora, cismando o pensar, lembro de algumas mentiras que acreditei verdadeiras. Não, não dói. Depois de passada a frustração, vejo que eram verdades, só que sem créditos. Em muitas das promessas que escutei, o autor da peripécia estava movido pela emoção. A gente precisa estar atento para o que fala. Quem está nos movendo no momento das promessas declaradas irresponsavelmente no sentido racional?
Eu confesso que já menti emocionada. Acreditei no sopetão fomentado pela comoção. Bom, pelo menos nunca jurei que seria para sempre. Ainda bem, porque responder pela eternidade por algo que não acredita ser contínuo...
Portanto, é bom fiscalizar. Acionar o super-ego porque o tal ID está sempre em profusão. Atenção para o perigo da mentira racional, sem poesia. O diabo é que ela persiste porque para ser verdadeira teremos continuar rementindo(permita-me o palavrório).
Anjo da guarda

Cobre, mas dê crédito para o devedor
A dengue não é do tamanho do mosquito
"Que morra o mosquito da dengue". Este é o nome da comunidade do Orkut que uma amiga acaba de convidar para fazer parte. Incrível! Ninguém fala em defesa do mosquito?! Não teria o mosquito Aedes Aegypti um voluntário que corresse em seu socorro?
Longe de mim defender a epidemia, mas quem foi que começou com a proliferação do "bichinho"? Lembro que quando menina tudo parecia bem menor. Só eram grandes os problemas dos meus pais, portanto de gente grande. Recordo-me de ter conhecido o mosquito em larvas ainda, nas pequenas vasilhas e jarros feitos de lata, que abrigavam da mesma forma as pequenas e coloridas flores do jardim do quintal.
Os martelinhos se agitavam na água e chamavam a nossa atenção. Na nossa criancice eles nunca pareciam perigosos. Quando foi mesmo que o mosquito perdeu o seu encanto de criatura da mesma força universal? Assim como outros invisíveis seres que nos atingiam em cheio o organismo?
Pois é, a dengue não é brincadeira de criança. Ficou muito tempo atrás as larvas atrativas que, de forma lúdica, nos ensinava a curiosidades sobre a natureza. É quase uma sensação de pânico, hoje adulta, querendo evitar, pela terceira vez, uma nova investida da doença. Sobreviveria?
É fácil culpar e cobrar ação dos órgãos públicos, mas quem está mesmo esquecendo as poças d'água, os copos, garrafas e vasilhas descartáveis armazenando água sem a menor intenção de colaborar?
O nome, não sei
Estava há pouco ouvindo uma entrevista na rádio FM Senado e, confesso, gostei muito mas não consigo lembrar o nome do poeta entrevistado. Ficou retida na lembrança o que ele falou sobre os seus escritos, a preferência de colocar no papel o pensar nem sempre rimado. Falou suas preferências e parcerias, numa demonstração de que os livros de poesia vão continuar por muito tempo entre nós.
Tenho essa falha: não presto atenção nos nomes. Quando sou apresentada a alguém prendo os olhos no sorriso. Perco-me na análise e não escuto a primeira palavra, a primeira frase. No início inocomadava-me a falta, mas depois mais conformada, até me divirto. Mas, para um jornalista esquecer nomes nem sempre é fácil de lidar. Contudo, reconheço ser mais uma razão para prestar atenção em mim.
Certa vez, perguntei ao mentor amigo como deveria chamar-lhe. A resposta veio de pronto: você não liga para nomes. Depois da afirmativa, firmei-me como alguém que está em evolução contínua, que no caminho do crescimento toma atalhos que nem sempre tem saída, mas que aos poucos aprende como retornar.
Musicalidade
-
Sabe aqueles dias em que você se subestima? Carrega pensamentos sombrios, que só fortalecem o pessimismo? Pois é, de vez em quando eu me as...
-
Por muito tempo e, acredito que até hoje, por mais estúpido que seja, nós mulheres precisávamos pedir licença para existir. A existência da...
-
"Quero morrer trabalhando. Não aposentarei atividades. O rádio é a minha vida". Frases repetidas, inúmeras vezes pelo amigo Narcé...