Rádio dá o que falar


Hoje voltei aos bancos da universidade. Retorno vibrante para falar sobre algo que faz parte da minha vida há tempos. Amadurecida na idéia e no papo porque foi assim que senti o desenrolar do assunto.


Fui convidada por professores de comunicação da Unifor para apresentar aos meninos o que é o rádio e como essa mídia vem sendo transformada ao longo do tempo, devido a interpretação dos muitos que o fizeram e o fazem.


Para mim foi um presente e justo agora que a rádio FM Assembléia está veiculando campanha sobre o rádio, numa dessas inovações temáticas que abraçamos.


Apresentei a grade e os argumentos científicos que a justificam. Vi nos olhares e nos sorrisos muita curiosidade. Afinal, o rádio está na internet, no celular, no ouvido de todos.
É bom saber que contribuo para a continuidade dessa mídia.

Elogios fazem parte


Eu sempre fui cismada com elogios. Quando pequena, feinha que era uma beleza, ninguém se atrevia a comentar - ainda bem, porque imatura não daria a resposta necessária para o ego. Depois de crescidinha, ansiava por um olhar de aprovação. Só muito tempo depois, quero dizer, agora, é que vejo que os elogios que não ouvi, foram a ausência mais necessária para a minha carência.


Há pouco, na visita diária aos blogs do meu amigo Nonato Albuquerque (esse homem é incrível) fiquei comovida. No Gente de Mídia ele faz uma crítica positiva a este blog. O melhor de tudo é que acredito em tudo o que ele escreveu. Sabe por que? Nonato Albuquerque é uma pessoa que aprendeu a ser leal.

Michael Jackson

Michael Jackson completa 50 anos de idade. No arquivo do pensar vejo os seus pés, numa lepidez maravilhosa, conquistando o mundo, dançando diferente num ritmo envolvente. Nem importava o que dizia a letra, o corpo frenesia. Rendia-se ao apelo do astro.

O corpo peca porque a carne é fraca, diriam alguns, ignorando o que diz a alma. Por fora, Michael Jackson satisfazia a todos e ninguém pensava em socorrê-lo na sua intimidade. A luz da estrela no universo do palco ofusca. Seguidores do ídolo não percebem a dor do imo.


Hoje, ele volta às manchetes por conta do meio século terreno, sem informações de novos sucessos, de vendagens recordistas de albuns, mas com a triste lembrança do que mais lhe marcou. A pecha dos escândalos que alimentou a mídia mundial tem sido a sua marca.


É fácil aplaudir. É fácil vaiar, esquecer o brilho. É como já disse um ser consciente: o espelho não reflete a luz se estiver coberto de lama.

Relevante fato


Estava pesquisando como sempre faço e fui checar os fatos históricos. Um deles interessou-me pela oportunidade da data: hoje está completando 16 anos da aprovação do processo de impeachment de Fernando Collor pela Câmara dos Deputados.


Pois é, o primeiro governo eleito por voto direto desde 1960 durou dois anos e sete meses (15 de março de 1990 a 2 de outubro de 1992). O processo ocorreu após acusações de corrupção e da mobilização da sociedade.


Os caras pintadas - a maioria adolescentes - diferente de outras épocas foram às ruas sem represálias fortes. Um movimento democrático, que pelo meu entendimento foi contundente, mas não decisivo. A determinação foi argumentada pelas denúncias contra o presidente Collor.


Naqueles dias, a frustração foi o grande sentimento que o eleitor brasileiro experimentou. Alívio para alguns com a saída de Collor e desgosto para outros que apostaram no homem que defendia os pés descalço do trabalho e os descamisados.


Valeram o discurso e a prática. O temático discurso para ganhar votos e a prática que o destituiu do poder.


Um dos assuntos para escrever crônicas é o que nos toca. Muitas são as situações que mexem com o pensar, insultado pelos sentidos. Mas, nem tudo escrevo para evitar ser incomodada. Por isso, acautelo-me sem censuras prévias, apenas cautela porque de boba não tenho nada.


Como jornalista costumo escrever o que penso, o que sinto e o que também não me sintonizo. É o papel de informar, com precisão e com lealdade ao fato. O jornalista produtor não fica apenas defronte ao computador, saindo da sala virtualmente. A gente interage e muitos são os momentos que merecem comemoração.


Ontem, vivi situações diversas. Uma delas abriu possibilidades de interação com o ouvinte. Destaco a participação da presidente do Sindicato dos Servidores do Detran, Eliene Uchôa, que falou para o programa Narcélio Limaverde, no momento em que participava de uma caminhada em defesa da implantação do Plano de Cargos, Carreiras e Salários da categoria.


O exemplo reforça a natureza do rádio, a instantaneidade. E quem não fica feliz com essa oportunidade? Isso é rádio!

Forma e conteúdo


Os discursos podem ter o mesmo mote, no entanto, a maioria se prende na forma. A formatação é que o mais importa para o autor desse estilo(?) O conteúdo deixa a dever. Aliás, não há dívida maior do que se prender apenas a imagem do texto.


Arrisco-me a falar sobre o tema, que não detenho conhecimento profundo, porque me sinto incomadada quando o discurso está longe da prática. É claro que estou falando da propaganda eleitoral. A forma pode ser engenhosa e conquistar alguns votos, se levar em conta o caráter brincalhão, uma das marcas do brasileiro.


Por isso, muitos candidatos às câmaras municipais a utilizam. Recorrem a linguagem simples numa tentativa de estar mais próximos do "povão". Contudo, é preciso ver a longo prazo que a brincadeira de hoje pode se transformar em choro.


Tenho acompanhado a propaganda institucional dos quatro anos. Uma mulher que é levada pelos pés que não obedecem o cérebro. A personagem em questão anda em círculos, tentando mudar o caminho e não consegue. Está da parabéns a equipe de criação. Ali, pode-se observar forma e contéudo, com certeza.

História repetida, quem ouve?


O nosso ouvido é tão sensível que muitas vezes não se dá por completo. A culpa é da mente, que mal captura o som, já vai baixando arquivos e mais arquivos. É o nosso Google, portanto.

Têm palavras chaves e se a gente tiver sorte vai poder se perder em meio a tantas informações. É o que acontece com as falas do horário eleitoral. Percebi que uma das frases mais usadas vou lutar é uma constante. Ou seja, são todos batalhadores em campo. A principal batalha o tempo exíguo. Em alguns mal dá para dizer o nome.

Lembrei agora de Enéas, que gritava com gosto o seu nome mostrando que o tempo não lhe restringiria a aparição. E como ele apareceu! Hoje, alguns -considero que por timidez - falam baixinho o nome que deve ser lembrado.

Costumo falar alto, então, nem sempre escuto quem fala baixo. Os que gritam passam ao largo, porque quem quer ser escutado fala à altura do ouvido.

Dar ouvidos, eis a questão.

Pássaros

Sempre gostei de ouvir pássaros.                                                           Créditos: depositphotos.com / steve_byland Cantos...