Ser mãe é padecer na chatice


As campanhas de desarmamento que têm como alvo as crianças e os adolescentes fazem lá sua parte. É verdade, é preciso fazer algo. Mas fico cismando o pensar com relação o que passa na cabeça dos pais quando escolhem uma arma de "brinquedo" para o filho.

Nos filmes de bang-bang as crianças convivem com armas e violência e ganham arma de verdade. Na vida real quando a TV é a babá de quem não consegue contratar um profissional de confiança, a morte não é ficção. É verdadeira.

O pior de tudo é que a cada dia matamos oportunidades de conversas, que podem até ser os antigos sermões- acredito que mãe tem que ser necessariamente chata - ou puxões de orelhas. Sou do tempo "que se cortava o mal pela raiz", argumento doméstico que funcionava sempre.

Sufrágio

Antes de votar não acredite em tudo o que ouve e, muito menos, em tudo o que deseja. Lembre-se que é mais uma oportunidade - mesmo que obrigatória - de permitir o direito cidadão.

Só pense em algo consistente sem dar ouvidos aos números, candidato adora isso. Afinal, é preciso respaldo para um planejamento.

E acredite: tem gente que promete porque não sabe realizar e outras que prometem, realizam, mas nem sempre foi o motivo do voto.

Sinais

Com o tempo que não para de passar, descobri que as cicatrizes nem sempre retratam a marca da ferida. Porque são externas.


Que a marca não explica a dor sentida.


O tempo ensina que sentir nem sempre é medir a distância.

E que caminhar ao esmo significa ter certeza de que onde chegar é o destino.

Sinais

Os sinais do tempo na face são os que mais se quer notar. No entanto, muitos outros se perdem, códigos nem sempre decifrados por conta da convivência com ações outras. No relacionamento homem e mulher por exemplo, nem sempre vem a luz o que está claro.

Não é o tempo que se deixa passar juntos, mas o que se aprende com isso é que realmente importa. As relações se desgastam quando deixamos de nos perceber. São esses sinais, pequenos indícios que se somam e iguais ao fundo de um filtro, diminuem o curso da água.

Quando digo que cansei, na realidade quero dizer que não estou mais querendo continuar, pelo menos do jeito que está. E nem adianta cortar o cabelo, mudar o perfume, porque a cor, o cheiro, o tom e a qualidade da essência se perdem no ar.

Para amar - pelo menos esse tiquinho que a gente se permite perceber - é preciso ser leal, sobretudo, consigo mesmo.

Vitrine

As vitrines são belas, convidativas e indispensáveis. Espelhos do desejo de quem olha e não pensa que são cartões de visitas das oficinas que operam sem parar, com muita imaginação e muito suor.

As vitrines são transparentes mas, reduzidas com relação ao tamanho do imaginário dos oficineiros.

Portanto, antes de se encantar com o seu colorido, tente identificar o obreiro porque a obra nem sempre retrata o artista na essência.

Sem oficina, sem vitrines.

Copa e eleição


As indicações dos nomes para sucessão do Governo disputam a importância com os jogos da Copa. Há comparações com relação ao tempo, justo que as eleições para a escolha dos mandatários da União e das unidades federativas, além dos representantes estaduais e a Copa do Mundo ocorrem a cada quatro anos, mas o impacto leva mais tempo.

Depois das comemorações dos gols, com o hexa conquistado, um outro grande desafio aguarda os postulantes aos cargos e os eleitores. As torcidas mudam de acordo com as conveniências e necessidades. Estar atento é preciso porque ser verde e amarelo nem sempre corresponde às cores das prioridades.

IA conversa comigo

  Eu sou um computador. Não tenho sentimentos, mas posso conversar com você.  E conversou só naquele momento, porque não dei continuidade.  ...