Mimetismo

Neste espaço eu costumo expor o meu íntimo sem a preocupação de impactar. Considero muito mais forte o que dizem e pensam de mim.

Como sempre, o equívoco vem à tona. Isso, porque, não posso ser identificado pelo que demonstro.

Na realidade, somos seres miméticos. Assumimos as cores do momento. E nesse arco íris a impressão e a definição se confundem. Por isso, as conhecidas - você sabe com quem está falando e/ou quem sou eu -ficam sem resposta.

Lufada

Costumo ainda falar com os meus botões. Nem importa se a roupa os conduz. Nessa "endometria" fui comunicando para o mundo o que o pensar prende em desabafos. Se a pergunta inútil - porque sem resposta vai ficar - sobre o ser tranquilo que anseio inspirar, a voz interna abafa a desesperança.

Costumo ser tão buliçosa que não me alongo nos textos para exprimir um alento natural, como a lufada do vento nos cabelos de quem se debruça na janela da paisagem da vida.

Tento imprimir cor na desbotada tentativa de dias apaziguados. É um correr sem pistas, numa desmedida vontade de alçar voo. Nem sei pra onde. Isso pra mim, em muitos momentos, é liberdade!

Pássaros

Sempre gostei de ouvir pássaros.                                                           Créditos: depositphotos.com / steve_byland Cantos...