Infinita poesia



 Vejo com espanto o tempo distante que por aqui estive. Como é fácil deixar ao largo da memória o que satisfaz por um determinado tempo. Desde o início da pandemia que me isolei das letras carregadas da poesia que me acompanhava.

A poesia não morre. Graças a Deus! E aqui estou teclando no intervalo dos fatos pandêmicos  - alertas para um final que não se deseja. 

É possível poetizar o momento? Creio que sim. Os poetas já contemplaram a dor como diva inspiradora.

Eu creio em cores, na Natureza que nos cerca e nos alimenta com o prenúncio de que tudo um dia vai passar. E seremos, então, o que restou das ruidosas mentes prisioneiras da contemplação.

Quando doi

Imagem relacionadaA dor que machuca, que muitas vezes me cala, é uma parede, que cresce sucessivamente.

A dor é uma saudade do tempo feliz, que se afasta com velocidade. Tem autoria, tem autores....

Mas a dor é sentida por dentro.

É um despertar dos escombros da alma, que se fazia leve...

Não, a dor não é provocada por outrem.

É o grito do desesperado sentimento da liberdade.

É a revelação de uma pessoa que me é conhecida... mas que afugento sempre que posso.

O pensar: Passarinhando

O pensar: Passarinhando: O passarinho e o entulho. Para minha imensa alegria ele não se importava com o lixo que me tornava a mais infeliz das criaturas. Olhando o...

Passarinhando

Resultado de imagem para passarinhoO passarinho e o entulho.

Para minha imensa alegria ele não se importava com o lixo que me tornava a mais infeliz das criaturas. Olhando o resultado de uma obra inacabada, nem o café que tanto amo, me acalentava.

Orando, continuei olhando o bichinho que bicava o chão dos dejetos e parecia que se alimentava. O vento soprou mais forte e veio com a poeira, que também me incomodava.

Atrevi-me a despir o manto da tristeza e fui passarinho, transformando em alimento o que consumia  a esperança.

A dança

Resultado de imagem para a dança      Você me tira para dançar?

Lembro do espanto do convidado diante da minha petulância.

Imagina, se isso era comportamento das boas meninas.

Acredito que de boa - para o parâmetro social- cometia pecados.

Era assim, apesar da vigilância acirrada da genitora, conseguia soltar as minhas.

Romper barreiras era um ímpeto contido, mas de vez em quando elástico.

E quando o par não atendia a sôfrega vontade de ser guiada pela música, dispensava-o com cortesia.

Lamento.... cansei!

Palavreando

aprender italiano Parlando ItalianoQuando se usa a palavra como ferramenta e sela nas inúmeras páginas risonhas, enfadonhas, efêmeras, de vez em quando ceifa-se a vez de quem ouve, fala.

Seria presunçoso resumi-las apenas para o trabalho?

Quem me ouve?

Quem me fala?

O silêncio - dizem - que muito nos dá recados. Desbancando quem defende a neurolinguística, o nosso censo já nos fala muito. E o calar - com certeza- faz muito mais barulho do que a boca desatenta!

Interiorizando


Quero viajar para o meu Interior.

Onde me perco sem a preocupação de retorno de onde vim.

Não me foge a lembrança intestina da qual tento em vão escapar.

A viagem sem setas no caminho me conduz pelo instinto da preservação.

Venço o vento das ideias furtivas; o sol que deixa de iluminar e muitas vezes o flagro queimando as esperanças; a distância que não alcanço.

No passeio pelo meu Interior, a figura com a qual mais pareço é a pessoa que deixei lá fora.


IA conversa comigo

  Eu sou um computador. Não tenho sentimentos, mas posso conversar com você.  E conversou só naquele momento, porque não dei continuidade.  ...