História repetida, quem ouve?
Eu só queria entender

Por isso, vejo com alegria esse primeiro simpósio de Mídia e Judiciário que vai acontecer nos próximos dias 27 e 28, na Escola Superior de Magistratura, em Fortaleza. Pense na linguagem complicada. A gente tem pressa de informar – principalmente quem trabalha em rádio – e cotumava passar horas para entender as razões pelas quais certas liminares eram acatadas.
Lembro agora que numa manhã de sábado fui para redação da rádio O Povo e quis esclarecer uma determinação de um certo magistrado daqui do Estado. Tímida falei o que desejava e ele com forte entonação na voz respondeu: “Justiça não se explica. Justiça se aplica”. Pensei: não é à toa que continuo alienada.
Não contei bolas, capturei a frase e destaquei na manchete, sem dizer o que sentia. Não sei se raiva e frustração ou se os dois. Aliás, esses dois sentimentos são companheiros permanentes do informador.
Ufa!

Nem in e muito menos out?
Eu gosto de paquerar as observações do tempo do pesquisador Nirez. Na edição de O Povo de hoje, ele lembra a depredação do quartel do Corpo de Bombeiros. Fiquei cismada. Era o ano de 1968, eu contava 14 anos e nada guardo desse dia. Também, pudera, alienada era a tônica da adolescência.
Guardada sob fortes rédeas domésticas, quem disse que eu iria as ruas atacar ou ser atacada? Out de tudo - como diria uma colunista social - mas nem menos infeliz. A adolescência tem dessas coisas. Uma vontade enorme de brigar contra a experiência que tenta frear a vontade indomada de conhecimento.
Nessa luta travada, eu perdia sempre sob o punho forte da família, que me mandava calar a boca sempre quando saía em defesa do que ia na cabeça. Percebo que nunca foi muito ventilada a mente, chegava até a ser comedida demais.
Lembro agora uma passagem de um ser intelectual que me chama atenção: a adolescência é uma grande floresta: verde, forte, viva e pouco conhecida. Pois é, você sai dela sem se dar conta de que arrumou um monte de ações efêmeras, mas que necessitam ser administradas por toda a fase adulta.
Com trema e afeto
Cuidados com o corpo
Acabo de ler as histórias deste País povoado de pessoas equivocadas, aquelas que ainda não tiveram o tal insight e acordaram para a importância de estar vivo e deixar viver. Leva a vida num combate infindo, matando para continuar vivo - eu acho que é assim que recebe a ordem da mente conturbada.
É preciso crer nas mudanças que virão sem o tom profético. Por isso, já que a mente é um amontoado de pensar, decido pela massoterapia, à sabedoria oriental, com os seus toques que desbloqueiam-me e fazem a energia do corpo fluir.
Nem oito nem oitenta
Gosto de puxar uma brincadeira com os colegas de trabalho que me deixam mais a vontade – aqueles que a gente gosta mais e que prometem ser amigos mesmo fora do ambiente de trabalho. Pois bem! A propósito do dia de hoje (08.08.08) perguntei o que significava?É interessante o que deixamos que os números façam conosco.
Acho que pela entonação séria da palavra, a primeira resposta veio temperada de curiosidade: significa algo muito importante? Deixei no suspense e quando a respiração dele me exigiu resposta, disse olhando bem nos olhos e com o mesmo tom: nada, absolutamente nada e caímos na gargalhada.
Fiz a mesma pergunta para outra amiga que lembrou números cabalísticos. Depois da resposta semelhante, mais gargalhada. Outro amigo lembrou a abertura dos jogos olímpicos. Tantos oitos que dariam para continuar gargalhando uma eternidade.
Na verdade, gostamos de viajar e os números nos seguem. Vivemos a cata do tempo que está para vir, do que passou, e a ânsia é tamanha que esquecemos o tempo real. E eu, viajadora profissional nem vou perguntar ao Google o que significa a formação numérica. Eu só quero multiplicá-los em alegrias, luzes do discernimento para você agora, neste exato momento.
IA conversa comigo
Eu sou um computador. Não tenho sentimentos, mas posso conversar com você. E conversou só naquele momento, porque não dei continuidade. ...
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"Quero morrer trabalhando. Não aposentarei atividades. O rádio é a minha vida". Frases repetidas, inúmeras vezes pelo amigo Narcé...