Morando na inquietude

 

"Tudo é uma questão de manter a mente quieta, espinha ereta e o coração tranquilo". É o que aconselha trechos da música de Walter Franco. E é o que tento fazer comigo. Afinal, quem melhor cuida de mim se não o Criador e eu seguindo-o. Estou quase deixando algumas mídias sociais, pelo menos, de lê-las. Há tanta controvérsia...

E, naqueles momentos em que me acho sábia, tento não me assustar com o que falam. A minha mãe sempre repetia aquele jargão "Quem tem boca fala o que quer e quem tem ouvidos ouve o que não quer." Nada mais sábio!

É preciso provar do doce para saber o que é amargo. De uma verdade eu sei: o amargo é também sabor e precisa ser (a)
provado. 

Morando na crença






Eu creio. 

Dias melhores virão. 

Porque não importa o quanto a realidade me impacte, eu preciso perceber os milagres que ocorrem ao meu redor. 

Mesmo que não sejam em mim somente, mas naqueles com os quais convivo e me importo.

Eu sempre acreditei que poderia ser alguém melhor, mesmo quando já achava que tudo relacionado ao meu Eu já superava muitas outras pessoas. 

Quanta petulância e ingenuidade. 

Não sei se fui muito feliz navegando nesses mares da supremacia. 

Já disse aqui que não me censuro. 

Aos 67 anos - beirando os meia oito - aprendi a respeitar desde a menina que fui, com minha ingenuidade e rejeições, à mulher de hoje. 

Morando no aplauso

É possível acostumar-se com os aplausos? E com as vaias?

Lembro que ouvi num discurso calmo e lúcido de um palestrante, que 99 aplausos de uma plateia formada por cem pessoas, não calam a única vaia presente.

Por que será que a unanimidade é a meta mais perseguida? Digo no tocante aos aplausos. Ainda no palco da vida acredito que recebi muitos aplausos que me alimentaram a vaidade e a pretensão de que sou algo grande!

Mas foram as vaias que me cutucaram o pensar como reprimendas, vestindo-me outra vez, de juiz das minhas ações. 

Será que conforto me amolece? Acredito que sim!

Os aplausos duram pouco, o eco, no entanto...

E agora, lembro de outro pensamento: "Os amigos se dizem sinceros; os inimigos o são." Frase curta que ecoa de Arthur Schopenhauer em Arte de Insultar.



Morando na incerteza

À s vezes saio em busca de algo não perdido. Só que não visto.

São coisas embaçadas ou ofuscadas. Nem sei em que direção se guarda isso.

Apenas busco uma certa nostalgia por algo disperso.

Esse pensar flutua em meio a tempestades, se é que é possível.

Mas os raios de esperanças sempre voltam.

E sem ameaças me enlaçam para dormir na ponta de um penhasco que são as minhas dúvidas. 

Morar

Morar onde me cabe sempre foi o meu desejo. Já coube num útero, num berço, numa rede, num sofá, no chão, ao pé da porta, no desalento, na areia e no espaço!

Como cheguei até lá é uma pergunta que me persegue. Quem me faz seguir trilhas imagináveis e reais?

Moro no ar, papo cabeça, embriagada, sorvendo todo o tipo de poção mágica que me tira da senzala e me põe na casa grande.

Que me tira da praia e me tranca num apartamento com vista para o mar. Estou enganando quem?

O vento da esperança não se aprisiona.





Morando no truque

Você já ficou sem chão, em algum momento?

Parece que o cérebro se esvazia.

E quando tudo volta ao "normal", você consegue sorrir?

Experimenta, da próxima vez!

É o que digo pra mim, nesta conversa sem fim. 

Ah, os selfs...

Certo dia, uma amiga disse que estava conversando com o espelho.

Ou seria com a imagem refletida?

Segundo ela, dá certo.

Já experimentou?

Eu sempre fiz isso, desde menina: falar sozinha (hehehe).

É um truque e tanto!





Morando na amizade

É, a amizade é uma morada.

Nela você se abanca. Desarruma, arruma, relaxa.

Faz festa com muitos amigos ou só.

Quando bate a porta e sai é invadido por um enorme vazio.

Aí, você percebe que, a chave está na sua mão.

Retorna, é bem recebido e corre para o abraço.

É, a amizade é um grande colo.

É o ombro que aconchega,

Que embala,

Que convida para ser e estar melhor.

Aos meus amigos, meus grandes presentes, a minha eterna gratidão!



IA conversa comigo

  Eu sou um computador. Não tenho sentimentos, mas posso conversar com você.  E conversou só naquele momento, porque não dei continuidade.  ...