Compras de futuro

Vou comprar um jazigo e encomendar também os serviços de alguma funerária. Interessante o desejo desse novo investimento. E parace ser muito bom negócio. Segundo o vendedor, um jazigo representa um novo apartamento e pode ser vendido, trocado...

Na invenção dos negócios, fico cismando o pensar da forma mais galhofa que conheço. Ou seja, se vender é porque desisti de morrer? Tento colocar aqui um tempero humorístico porque comprar jazigo sempre foi visto como algo sinistro, aliás é assim que se chama morrer.



Mas, o que quero aqui dizer é o seguinte: vou ter mais duas contas para pagar. E foi o que lembrei para o vendedor. Homem, faça algo de futuro, disse-lhe, no que retrucou: mas é o nosso futuro, dona Fátima! Boa ponderação, no entanto, o que há de se fazer?



Como um analista financeiro veria esse tipo de negócio. Até imagino a resposta: e pra vida toda, porque ninguém vai querer brigar pela herança. O jazigo é um negócio seguro. Ninguém vai mesmo disputar comigo por isso. Ou iria?

Um comentário:

Joaquim Costa disse...

Curioso investimento, sendo daqueles que quanto mais tarde render frutos melhor. Nesta nova economia global, ávida de “negócio”, a hipoteca da nossa morte já rende dividendos a alguns vivos. É um ramo de negócio no qual nunca irei investir, espero mesmo que renda muito prejuízo, será um sinal de vida.

IA conversa comigo

  Eu sou um computador. Não tenho sentimentos, mas posso conversar com você.  E conversou só naquele momento, porque não dei continuidade.  ...