Quase sexi (genária)


Hoje estou completando 52 anos na atual existência terrena. Desses, 18 passei na Am do Povo. Vi e vivi momentos que me fizeram crescer e tornaram a pessoa que sou hoje.


Por muito tempo, a ansiedade foi a minha companheira assídua, igual ao sol durante o verão. Só que diferente da estrela que nos vivifica, sombreava-me os dias. Por conta disso, nem sempre aqueles 18 anos foram para bater palmas.


Mas, agradeço com todo o sentimento enriquecido na memória aos meus companheiros de trabalho. Todos foram e são especiais e estiveram comigo até quando discordávamos. A equipe da rádio Am do Povo era tão intrínseca e cumpria tão bem o compromisso de atividades, que quando um se atrasava, o que estava para deixar o plantão não reclamava do toco. Iniciava o trabalho do que estava para chegar.


Há pouco, um amigo telefonou para dizer o quanto se sentia bem por me ter como amiga. Existe algo melhor do que isso? Chamei a atenção de Francisco José pela gargalhada. Ele trabalhava no Jornal O Povo e nos encontrávamos no momento do lanche. Ele falou sobre a distância física vencida pela sintonia da amizade.


Não temos companheiros de momentos, mas companhias. Os amigos estão sempre conosco pelo que nos representam. Eu tenho um amigo, que está sempre me acompanhando e me conhece muito por conta da sua senbilidade magnífica. Leitor do blog, Nonato Albuquerque participa da minha vida desde a faculdade.


Quando saí da rádio, há sete anos, não recebi recados do pessoal de lá. Porque os meu amigos, a maioria, já estava em outras redações e continuamos nos encontrando. Peço perdão aos outros amigos por não citar os nomes, que irei, paulatinamente personalizando o tema do mês, que é a Am do Povo.


Costumo brincar que a escola não me dispensou. Na realidade, conquistada a maioridade, fui estimulada a procurar outros caminhos.


Por isso, sempre concordo com Ivan Lins: "... a vida pode ser maravilhosa..."




A companheira

Se existia algo que sempre me deixava com desagrado era ler o resultado de audiência de programas de rádio. Como nunca fui entrevistada por nenhum órgão de pesquisa, a pulga por trás da orelha já estava maior do que a cabeça.

A AM do Povo, a Companheira, em segundo lugar? Isso nunca me tirou o ânimo e a vontade de fortalecer a equipe. E eu, nem tchun para isso. Quem tinha que se virar era o pessoal do comercial, que não tinham dificuldades para vender. Isso porque nada era mais agradável do que acompanhar a programação da rádio O Povo.
Trabalhar lá? Será que poderia? Tinha talento e competência suficientes? Antes de ouvir a resposta, lá estava eu, numa quinta-feira, diante da máquina Olivetti com carbono e tudo. Lugar de encontro: a redação da Companheira, a melhor e maior redação de jornalistas que uma emissora já teve!

As vozes no ar, simplesmente fantásticas. E os comandantes dos programas, gogós de fora com sotaque do sudeste, sem exageros, eram bem trabalhados. E também os artistas de maior sucesso. Os âncoras da Am do Povo faziam tanto sucesso quanto os astros que entrevistavam. As mulheres faziam filas nos corredores, no auditório do estúdio, sim porque pelo tamanho, servia de auditório.

Todos os programas, sem exceção, chamavam o público, e a maioria feminino. Dizer que trabalhava na AM do Povo era fazer parte de um status só conquistado nos tempos de glória do rádio brasileiro, bem antes da TV.


Eu não quero fazer saudosismo, porque, na verdade eu não sinto saudades da AM do Povo, o que sinto é um prazer redivivo por ter participado dessa escola e que me tem rendido frutos.

Amanhã, contarei mais. É uma tentativa de homenagem a rádio que aniversaria neste mês.

É por aí...



Houve um tempo em que me sentia impotente diante dos vícios, que se acumulam na mente humana. Ia às lágrimas, lamentando o desequilíbrio que a dependência química, por exemplo causa nas pessoas.


Queria modificar tudo, como se pudesse. E, em muitas ocasiões acreditei que podia. Promovia ações esclarecedoras, horas a fio de conversa... Mostrava exemplos catástroficos... nada surtia efeito.


O momento do discernimento chega e me flagra em meio a tantas dúvidas e vontades de fazer o outro perceber, que para conhecer o abismo não precisa ir até o seu limite. Sei que podemos auxiliar muito mais do que querer fazer a cabeça do dependente ou usuário.

Antes de qualquer movimento, é preciso respeitar a vontade, reconhecer os limites e agradecer a Deus por mostrar que a compaixão supera toda a rejeição que a dependência provoca.

E também nos reconhermos compulsivos por outras drogas como o orgulho, a vaidade, alimentos da prepotência, filha da ignorância.

Enquanto isso, a polícia faz o seu papel de repressão.




Que flagra!



Estava revendo flagrantes dos repórteres da terra. Neles, a dor, o espanto, a discórdia, a comemoração e as situações inusitadas. Perguntava-me como comprovaríamos um fato sem a imagem que fala.




Em muitos deles, a tragédia dá prêmio ao autor do clique.




Gosto das imagens fortuitas. Aquelas que não dizem o que estampam, que nos aguçam o pensar. E, assim nos permitem viagens sutis, escancarando o que temos de mais escondido.




Outras, que a tecnologia nos permite, comprovando o crescimento e o continuar contínuo do universo, como na imagem acima, o nascimento de uma estrela.



imagem www. olha. uol.com.br

Quando




Quando somos tomados pela dor, a sensação é tão intensa que julgamos estar sozinhos completamente. O peito está cheio e nada mais entra.


Os ouvidos precisam ser educados para ouvir o lenitivo do sábio criador.


Não, você não é culpada pela dor sentida, mesmo regida pela ação de causa e efeito. Jamais, conscientemente desejaria sofrer.


Ah, se eu soubesse, dizemos. E como saberíamos antes? Um ser em crescimento, aprendendo a respeitar o limite de cada um.


O criador nos deixou pronto, no momento da doação vida. São botões, que quando digitalizados funcionam, de fato: ouvido interno em sintonia com Ele, que está em nós.

Só para ter do que falar


Eu não sei se o leitor deste blog quer saber das minhas opiniões formadas, já pré-concebidas, armadas ou desarmadas. Mas, não consigo ficar quieta quando leio matérias como esta.


Será mesmo necessário fazer uma pesquisa para identificar os malefícios que os programas de baixa qualidade ou de nenhuma, provocam? Alôoooooo! Basta olhar as esquinas da vida. São tantas ocupadas por jovens sem norte!


É lógico que a pesquisa tenha a sua razão de ser mas, e depois? Eu sou leitora de resultados de pesquisas sócio-educativas há muito tempo, no entanto, não tenho lido sobre o que foi feito em seguida. Bom, você dirá, é alguma coisa. E é mesmo.

A melhor invenção da TV veio depois dela: o controle remoto. Eu fico num apertar nervoso em busca de algo que melhore a minha existência. Sim, porque é nisso que tenho me empenhado nos últimos anos. A época da bobagem, pra mim, passou. Quero qualidade sim.
Será que serei entrevistada?




Eu fui!!!


Chegou a quarta-feira de Cinzas mais brilhante do que nunca! O sol avisando que continuará intenso mesmo que entre nuvens gordas, loucas para um regime de chuva nas próximas horas. E eu, aproveitando o silêncio da casa volto ao meu espaço.


Infelizmente, não consigo descrever os meus sentimentos como realmente são. Por este motivo não vejo outras pessoas tão maravilhadas quanto eu diante de vivências no período do Carnaval. Estive no IX Emece, o encontro que reúne mocidades espíritas para estudar brincando.


É uma estrutura formidável: os pequenos, os pouco maiores e os jovens, todos reunidos com um só objetivo: luz. E nós monitores ou facilitadores, participamos do movimento. E tudo fazemos para que o encontro seja o melhor possível.


Nos primeiros dias muitos risos e na despedida lágrimas de emoção plena. E existe alívio maior do que chorar? É o lavar a alma, é abrir portas, deixando o incômodo ir de vez! Cantando e chorando eu consigo fazer tudo de uma vez.


Agradeço aos jovens que me permitiram estar perto e de me fazerem sentir a alegria em várias etapas.

A Arte ilimitada

O que seria de nós sem a arte? Onde mais eu veria a criatura criando, ao invés de destruir? Somos bombardeados(!) o tempo todo pelas mídias....