Mimetismo

Neste espaço eu costumo expor o meu íntimo sem a preocupação de impactar. Considero muito mais forte o que dizem e pensam de mim.

Como sempre, o equívoco vem à tona. Isso, porque, não posso ser identificado pelo que demonstro.

Na realidade, somos seres miméticos. Assumimos as cores do momento. E nesse arco íris a impressão e a definição se confundem. Por isso, as conhecidas - você sabe com quem está falando e/ou quem sou eu -ficam sem resposta.

Lufada

Costumo ainda falar com os meus botões. Nem importa se a roupa os conduz. Nessa "endometria" fui comunicando para o mundo o que o pensar prende em desabafos. Se a pergunta inútil - porque sem resposta vai ficar - sobre o ser tranquilo que anseio inspirar, a voz interna abafa a desesperança.

Costumo ser tão buliçosa que não me alongo nos textos para exprimir um alento natural, como a lufada do vento nos cabelos de quem se debruça na janela da paisagem da vida.

Tento imprimir cor na desbotada tentativa de dias apaziguados. É um correr sem pistas, numa desmedida vontade de alçar voo. Nem sei pra onde. Isso pra mim, em muitos momentos, é liberdade!



Amigos meus da imprensa Edson Silva(deputado federal), inesquecível Ivonete Maia, minha filha Érica Azevedo, Adísia Sá, minha mestra e Sílvia Goes, a companheira.



A respeito do retorno ao mundo do espírito, gostaria de ser história nos livros das redações, dos cursos sobre radiojornalismo, mas, sobretudo, estória nas rodas de conversas. Um nome preso em páginas que podem ser saltadas.


Palavras soltas no espaço que reune a imagem de nós mesmo.

Nos livros, somos eternizados e esquecidos devido à falta da presença física. Para não ser passado, retornarei para me fazer presente em dias de agitação. Depois do registro, somos uma data, uma manchete pequena no recanto do grande jornal da existência.

Na minha passagem gostaria mais de ser um susto do que um lamento pelo sofrer. Como até agora não me alcunharam de coitadinha, com o bilhete na mão do retorno ao (des) conhecido, terei tempo de voltar ao espaço físico para encontrar a imagem refletida?

Gostaria de ter tido essa conversa com uma das formidáveis mulheres, que tive oportunidade de conviver e que muito enriqueceu: Ivonete Maia.


A tristeza é um fardo que a alegria largou no caminho empoeirado das ideias. No entanto, se torna leve com apenas  um soprar do vento do otimismo.

Na balança, as duas medidas tem suas tendências óbvias.

O homem é um ser elástico. E na plástica da vida, é o bisturi que abre feridas.

Pássaros

Sempre gostei de ouvir pássaros.                                                           Créditos: depositphotos.com / steve_byland Cantos...