Miss universo




Uma garota de 18 anos será por um ano, a mulher mais bonita do universo. Quanta responsabilidade! Ou seria, quanta aporrinhação?

Se eu fosse eleita a mais bela do Universo, de primeira, esqueceria as cólicas mensais; leria apenas revistas de moda; contrataria uma equipe de marketing cheia de garotas superficiais e lindas, com maquiagem e roupas de grife.

Namoraria homens feios – afinal quem tem que aparecer sou eu- jamais citaria Machado de Assis ou Jorge Amado. Modificaria a letra do sucesso da Norminha.

Eu valho tudo e sou linda e todos gostam de mim. Repetiria pelo menos sete vezes diante do espelho do meu tamanho carregado de luzes.

Pois é ...

Se acaso eu fosse apenas matéria...
Materialmente falando?
Que desperdício!
Como somar os aborrecimentos e dividir alegrias?
E a rede de intrigas da sociedade que se perde em meio a tanto cimento e se encontra no mato?
É confuso meditar com essa mente buliçosa e o pensar no desespero para sair.
E quanta bobagem já falei e tantas já apaguei. Mas esta, vai ficar.

O pensar...


Se o pensar tivesse som... Quantas inimizades eu já teria!


Se o pensar fosse silencioso o tempo todo... Quantos amigos eu teria!

Se o pensar fosse menos exigente... Quantos prejuízos eu teria!

Se o pensar fosse mais simples... Quantos reais eu pouparia!

Sim, mas, o que eu penso não dá para dizer sempre porque a antipatia ganharia com facilidade para aqueles pensares de outros, que me alugam só para me contrariarem.

Portanto, cala-te pensar. Não executa, apenas flui no vento e quem sabe, um dia desses, eu venha a esquecer o que me incomoda.

A gripe


A força da publicidade na mídia modifica atos nossos todos dias. Experimente colocar no ar, numa mídia como a TV, informando que cumprimentar pessoas nas ruas pode comprometer a sua coluna. Pode até não ser seguido, mas vai dar muito o que falar.


Além de divulgar os números de casos confirmados e de óbitos, os meios de comunicação do mundo, unidos vão informando sobre mudança na rotina das pessoas. Até agora, o mais positivo foi dispensar as grávidas do trabalho para evitar que adoeçam. Na Igreja de Fátima, os fiéis não abraçam e não dão as mãos; nas escolas as crianças passaram a conhecer o álcool, que antes era mais usado para aquecer rechaut.


Convivemos diariamente com inúmeros seres invisíveis, que nos atacam e aproveitam as oportunidades de vulnerabilidade da defesa orgânica, atingindo-nos sem dó. Ainda bem, que o tal vírus tão mal falado não se reune aos demais num ataque em revanche à propaganda.


Mas, é claro que sou favorável à propagação. Só fico cismando...




Um dia daqueles...


Hoje, o pensar foi longe, deu marcha-ré. Num dia desses no Colégio São José onde fiz o ginasial, fui convidada para cantar o Hino Nacional. Por ser mais alta do que a maioria da turma, costumava ficar atrás. No entanto, naquele dia especial, o professor que já conhecia o meu lado zombeteiro, levou-me para frente, apesar dos meus protestos expressados pelo medo estampado nos olhos.

Com as mãos cruzando nas costas, cabelo arrumado também para trás e com a cabeça erguida cantei todo o hino, sem desafinar (eu estudava canto no coral da escola). Os elogios não tardaram. Mas o meu professor tinha que baixar a minha crista: puxa, você consegue ficar séria...


Foi a primeira das inúmeras participações do dia do Estudante.



Aprendendo a amar


Não amamos as pessoas com as quais costumamos assim pensar. Amamos o que nos interessa nelas. Se não vejamos. Aquelas frases recheadas de olhares lânguidos e suspiros de que sem você a minha vida não tem sentido; você é o meu oxigênio; a minha alegria de viver ... E por aí vai, são provas da afirmativa do post de hoje.


Na maioria das vezes no nosso cotidiano de aprender a amar, acredito que o sentimento começa a mostrar a árvore que encerra a semente, quando nos descobrimos acompanhados, companhias. Vejo o amor assim, andando ao lado, fugindo em busca da luz e nos acenando.


Não é o despertar rotineiro no toque dos pés e a toque de contas para pagar. É discutir a melhor forma de pagar a cama mais espaçosa e mais resistente. É espreguiçar na rede de emoções que a vida nos apresenta.


Muito mais que dedos entrelaçados furtivamente, a gente ama o que nos acompanha.

Pelo meio ambiente...


Tenho ouvido tanta coisa... Ainda bem que dão posts neste blog do meu pensar... Agora sobre o meio ambiente. Alguns dias ouvi que fazer xixi durante o banho poupa água e de carona, a Natureza e ter poucos filhos também. Deve ser pelo número de fraldas descartáveis; pelo leite derramado das vacas; por menos pessoas utilizando o oxigênio...


Reciclar me parece ainda a melhor opção.

A Arte ilimitada

O que seria de nós sem a arte? Onde mais eu veria a criatura criando, ao invés de destruir? Somos bombardeados(!) o tempo todo pelas mídias....