Vitrine

As vitrines são belas, convidativas e indispensáveis. Espelhos do desejo de quem olha e não pensa que são cartões de visitas das oficinas que operam sem parar, com muita imaginação e muito suor.

As vitrines são transparentes mas, reduzidas com relação ao tamanho do imaginário dos oficineiros.

Portanto, antes de se encantar com o seu colorido, tente identificar o obreiro porque a obra nem sempre retrata o artista na essência.

Sem oficina, sem vitrines.

Copa e eleição


As indicações dos nomes para sucessão do Governo disputam a importância com os jogos da Copa. Há comparações com relação ao tempo, justo que as eleições para a escolha dos mandatários da União e das unidades federativas, além dos representantes estaduais e a Copa do Mundo ocorrem a cada quatro anos, mas o impacto leva mais tempo.

Depois das comemorações dos gols, com o hexa conquistado, um outro grande desafio aguarda os postulantes aos cargos e os eleitores. As torcidas mudam de acordo com as conveniências e necessidades. Estar atento é preciso porque ser verde e amarelo nem sempre corresponde às cores das prioridades.

Contando

Recebi da minha amiga, Fátima Villanova, um e-mail tão gostoso! Apresenta as relíquias de ensino deste País. Gente, a taboada tem tudo a ver!

Foi nesse pequeno livrinho que aprendi as quatro operações. Por isso hoje não tenho dificuldade para trabalhar números. Lamento que muitos garotos e garotas estejam usando máquinas para calcular, esquecendo que o cérebro necessita trabalhar e que é muito mais merecedor de crédito.

Festas juninas

A poesia é infantil. Não podemos matar o tempo, correr para alcançar a idade madura porque até o sabor na língua muda. A canjica da minha infância era muito mais gostosa. Queimava a boca mesmo assim continuava sorvendo aquela maravilha, que minha mãe levava horas preparando.

Acompanhava aquela aventura culinária num afã que até hoje não entendi.Começava na feira perto lá de casa, na escolha do melhor milho que me era mostrado, lembrando a importância dos bons grãos e os mais verdinhos. Anos depois, minha filha Érica, costumava me corrigir: Não é verde mamãe, é amarelinho.

Depois em casa, vinha o debulhe. Era uma mão de obra sem tamanho ter que catar os cabelinhos da espiga. Mas a aposta maior era correr atrás da bonequinha de milho - a espiga ainda em formação com muitos fios que virava brinquedo depois.

Depois de retiradas as cascas da espiga, lavar bem para receber a receita da pamonha, a parte mais grossa do preparo. Ralar o milho era muito dificil e perigoso por isso cabia a minha mãe fazer com ajuda da minha tia Almerinda. Em seguida, retirar a casca do milho coando em um pano, misturar manteiga, leite de coco, coco e açúcar.

Tudo na panela e aí vem a etapa que eu me metia a ajudar que era mexer tudo, naquele panelão - sim porque depois de tanto trabalho tem que fazer muito para render até o dia seguinte. E haja tempo para ferver, para pegar o ponto.

A pamonha não precisava mexer, mas tinha que ajudar na hora de amarrar os pacotinhos feitos com a casca da espiga.

Hoje, a canjica do supermercado passa ao largo no sabor, no cheiro, na cor, no fazer, reforçando a necessidade de vivenciar todos os dias nossos.

Tô de mal

Conversava há pouco com o comunicador Narcélio Limaverde sobre invasão de privacidade. Aquela história de ex (marido, companheiro e afins) que insiste em continuar muito por perto... Ora, ora, quando nos separamos é pra valer. Sentimento e opinião iguais aos de Narcélio.

A conversa foi desenrolando para as sínteses das relações também na época da infância. Ficar de mal, apresentando os dedos indicadores colados pelas pontas e pedindo para o outro - o desafeto - corta aqui. Tô de mal. A cara emburrada era o indicativo para constatar a mal querência.

Na fase adulta - a que a gente fica mais tempo - aparenta até ser rídiculo amarrar a cara. Mas, fazer greve de fala para quem como eu tagarela aos quatro ventos, é uma mania que não largo. Pra que castigo maior do que fazer greve de fala? Enquanto isso, a mente se agarra a tudo quanto é desaforo.

Verde e amarelo

Os meus olhos sempre brilharam com o amarelo. A fé é tingida de verde. O pensar é azul porque não tem fim. 
Dá-lhe Brasil!

IA conversa comigo

  Eu sou um computador. Não tenho sentimentos, mas posso conversar com você.  E conversou só naquele momento, porque não dei continuidade.  ...