Michael Jackson

Michael Jackson completa 50 anos de idade. No arquivo do pensar vejo os seus pés, numa lepidez maravilhosa, conquistando o mundo, dançando diferente num ritmo envolvente. Nem importava o que dizia a letra, o corpo frenesia. Rendia-se ao apelo do astro.

O corpo peca porque a carne é fraca, diriam alguns, ignorando o que diz a alma. Por fora, Michael Jackson satisfazia a todos e ninguém pensava em socorrê-lo na sua intimidade. A luz da estrela no universo do palco ofusca. Seguidores do ídolo não percebem a dor do imo.


Hoje, ele volta às manchetes por conta do meio século terreno, sem informações de novos sucessos, de vendagens recordistas de albuns, mas com a triste lembrança do que mais lhe marcou. A pecha dos escândalos que alimentou a mídia mundial tem sido a sua marca.


É fácil aplaudir. É fácil vaiar, esquecer o brilho. É como já disse um ser consciente: o espelho não reflete a luz se estiver coberto de lama.

Relevante fato


Estava pesquisando como sempre faço e fui checar os fatos históricos. Um deles interessou-me pela oportunidade da data: hoje está completando 16 anos da aprovação do processo de impeachment de Fernando Collor pela Câmara dos Deputados.


Pois é, o primeiro governo eleito por voto direto desde 1960 durou dois anos e sete meses (15 de março de 1990 a 2 de outubro de 1992). O processo ocorreu após acusações de corrupção e da mobilização da sociedade.


Os caras pintadas - a maioria adolescentes - diferente de outras épocas foram às ruas sem represálias fortes. Um movimento democrático, que pelo meu entendimento foi contundente, mas não decisivo. A determinação foi argumentada pelas denúncias contra o presidente Collor.


Naqueles dias, a frustração foi o grande sentimento que o eleitor brasileiro experimentou. Alívio para alguns com a saída de Collor e desgosto para outros que apostaram no homem que defendia os pés descalço do trabalho e os descamisados.


Valeram o discurso e a prática. O temático discurso para ganhar votos e a prática que o destituiu do poder.


Um dos assuntos para escrever crônicas é o que nos toca. Muitas são as situações que mexem com o pensar, insultado pelos sentidos. Mas, nem tudo escrevo para evitar ser incomodada. Por isso, acautelo-me sem censuras prévias, apenas cautela porque de boba não tenho nada.


Como jornalista costumo escrever o que penso, o que sinto e o que também não me sintonizo. É o papel de informar, com precisão e com lealdade ao fato. O jornalista produtor não fica apenas defronte ao computador, saindo da sala virtualmente. A gente interage e muitos são os momentos que merecem comemoração.


Ontem, vivi situações diversas. Uma delas abriu possibilidades de interação com o ouvinte. Destaco a participação da presidente do Sindicato dos Servidores do Detran, Eliene Uchôa, que falou para o programa Narcélio Limaverde, no momento em que participava de uma caminhada em defesa da implantação do Plano de Cargos, Carreiras e Salários da categoria.


O exemplo reforça a natureza do rádio, a instantaneidade. E quem não fica feliz com essa oportunidade? Isso é rádio!

Forma e conteúdo


Os discursos podem ter o mesmo mote, no entanto, a maioria se prende na forma. A formatação é que o mais importa para o autor desse estilo(?) O conteúdo deixa a dever. Aliás, não há dívida maior do que se prender apenas a imagem do texto.


Arrisco-me a falar sobre o tema, que não detenho conhecimento profundo, porque me sinto incomadada quando o discurso está longe da prática. É claro que estou falando da propaganda eleitoral. A forma pode ser engenhosa e conquistar alguns votos, se levar em conta o caráter brincalhão, uma das marcas do brasileiro.


Por isso, muitos candidatos às câmaras municipais a utilizam. Recorrem a linguagem simples numa tentativa de estar mais próximos do "povão". Contudo, é preciso ver a longo prazo que a brincadeira de hoje pode se transformar em choro.


Tenho acompanhado a propaganda institucional dos quatro anos. Uma mulher que é levada pelos pés que não obedecem o cérebro. A personagem em questão anda em círculos, tentando mudar o caminho e não consegue. Está da parabéns a equipe de criação. Ali, pode-se observar forma e contéudo, com certeza.

História repetida, quem ouve?


O nosso ouvido é tão sensível que muitas vezes não se dá por completo. A culpa é da mente, que mal captura o som, já vai baixando arquivos e mais arquivos. É o nosso Google, portanto.

Têm palavras chaves e se a gente tiver sorte vai poder se perder em meio a tantas informações. É o que acontece com as falas do horário eleitoral. Percebi que uma das frases mais usadas vou lutar é uma constante. Ou seja, são todos batalhadores em campo. A principal batalha o tempo exíguo. Em alguns mal dá para dizer o nome.

Lembrei agora de Enéas, que gritava com gosto o seu nome mostrando que o tempo não lhe restringiria a aparição. E como ele apareceu! Hoje, alguns -considero que por timidez - falam baixinho o nome que deve ser lembrado.

Costumo falar alto, então, nem sempre escuto quem fala baixo. Os que gritam passam ao largo, porque quem quer ser escutado fala à altura do ouvido.

Dar ouvidos, eis a questão.

Eu só queria entender


Jornalista que não briga pela informação está no endereço errado. Eu sempre fui afoita, mas com moderação. Afoita não, irritante. Tinha um medo cruel de enfrentar uma autoridade, mas a timidez não conseguiu até hoje segurar a minha onda e a minha língua. Nesses 53 anos, já dei cada fora!!!

Por isso, vejo com alegria esse primeiro simpósio de Mídia e Judiciário que vai acontecer nos próximos dias 27 e 28, na Escola Superior de Magistratura, em Fortaleza. Pense na linguagem complicada. A gente tem pressa de informar – principalmente quem trabalha em rádio – e cotumava passar horas para entender as razões pelas quais certas liminares eram acatadas.

Lembro agora que numa manhã de sábado fui para redação da rádio O Povo e quis esclarecer uma determinação de um certo magistrado daqui do Estado. Tímida falei o que desejava e ele com forte entonação na voz respondeu: “Justiça não se explica. Justiça se aplica”. Pensei: não é à toa que continuo alienada.

Não contei bolas, capturei a frase e destaquei na manchete, sem dizer o que sentia. Não sei se raiva e frustração ou se os dois. Aliás, esses dois sentimentos são companheiros permanentes do informador.

Ufa!


A superficialidade cansa. Constato isso sempre quando abro alguns sites de notícias. Em busca de informações outras sobre o mundo de Deus só encontro uma grande variedade de flagrantes fotográficos de celebridades: casaram, separaram, chifraram, e outros aram da vida. Ufa!


O Brasil é uma terra cultural. É vasto o campo da criatividade artística. Temos que reconhecer, entretanto, que como mimetizadores copiamos mais do que criamos. Que digam as mulheres frutas, que ontem eram cachorras, anteontem gatas e amanhã só Deus sabe o que virão a ser.


E não é que eu vou na onda dos sites? Vou olhando os buchichos, fofocas só para comprovar que detesto tudo isso. Pronto! Satisfeita, reafirmo a minha vontade por boas notícias (fatos raros,apesar de saber que muitos de nós estamos envolvidos em realmente desenvolver o bem do próximo) mas que por não serem celebridades, não destilam superficialidades na tela da TV.


Contudo, numa análise ligeiramente aprofundada percebo a necessidade do bestial jeito de ser dos sites noticiosos(?) Com a ausência da boa vontade presente, é fácil concordar com a ligeira nota, tipo legenda para reclamar(?) de um certo ator que achou esquisito beijar Angelina Jolie - lá vou eu falando nela de novo.


Paixões ou excrescências: eis a questão.

IA conversa comigo

  Eu sou um computador. Não tenho sentimentos, mas posso conversar com você.  E conversou só naquele momento, porque não dei continuidade.  ...